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Beginning with Number 41 (1979), the University of Texas Press became the publisher of the Handbook of Latin American Studies, the most comprehensive annual bibliography in the field. Compiled by the Hispanic Division of the Library of Congress and annotated by a corps of specialists in various disciplines, the Handbook alternates from year to year between social sciences and humanities. The Handbook annotates works on Mexico, Central America, the Caribbean and the Guianas, Spanish South America, and Brazil, as well as materials covering Latin America as a whole. Most of the subsections are preceded by introductory essays that serve as biannual evaluations of the literature and research underway in specialized areas.
Leda Maria Martins theorizes forms of African and African diasporic temporality in which the moving body is the site where memory and knowledge are inscribed.
No monólogo King Kong Fran, a figura da tradicional atração circense da mulher-gorila é usada para falar de sexualidade e de distinção de gênero como construção social. Subvertendo a lógica patriarcal, a personagem Fran, encarnada por Rafaela Azevedo, convida o público a conhecer o avesso dos estereótipos do que se entende comumente por feminino, invertendo de maneira cômica e irônica a lógica machista. Ao criar cenas que refletem sobre os papéis destinados a mulheres na vida e na arte circense, o jogo de cena de King Kong Fran evidencia a rotina de constrangimentos sofridos pelas mulheres e reafirma a objetificação, a violência, o assédio, o silenciamento e a pressão es...
MACACOS: Monólogo em 9 episódios e 1 ato, de Clayton Nascimento, aborda, a partir de episódios de racismo, nos quais a palavra "macaco" é usada como forma de denúncia do racismo estrutural na sociedade brasileira, o preconceito contra os povos pretos a partir do relato de um homem que busca respostas para o racismo que rodeia seu cotidiano e a história de sua comunidade. Num fluxo de pensamentos, desabafos e elucidações, a peça traz cenas pautadas na história brasileira, como também em situações vividas por grandes artistas negros: Elza Soares, Machado de Assis e Bessie Smith, até alcançar relatos e estatísticas de jovens negros presos e executados pela polícia militar no Br...
Na peça Crucial Dois Um, estreia de Paulo Scott como dramaturgo, o escritor tece um universo dividido por muros intransponíveis, regido pela disputa econômica por água potável. A trama ganha contornos distópicos quando somos apresentados ao programa Retorno Vinte e Um, cujo objetivo é proporcionar 21 horas de sobrevida para que sua seleta clientela possa atender pendências burocráticas, profissionais e pessoais. É nesse cenário de fronteiras morais e éticas esgarçadas que acontece o encontro entre duas pessoas que tentam preservar suas dignidades em uma sociedade cuja única premissa parece ser a manutenção do poder. A edição, que tem prefácio e posfácio da dramaturga e di...
Como redesenhar e redefinir a história? Como criar novas narrativas para contar das opressões que corpos negros vivem, apontando horizontes e desfechos de liberdade? É a partir dessas questões que o dramaturgo Jhonny Salaberg se debruça sobre a realidade do encarceramento feminino para denunciar, escancarar e ressignificar a história de milhares de mulheres, em sua maioria negras, presas nas realidades opressoras do nosso país. Parto Pavilhão narra o plano de fuga de mulheres e seus "umbigos" (como são chamados seus filhos recém-nascidos) em uma penitenciária em meio às semifinais da Copa do Mundo de futebol masculino. Denunciando as opressões, mas trazendo um novo desfecho, mais digno e poético, o autor mostra sua potência narrativa, sua forma brilhante de criar imagens, de friccionar a realidade, de trazer para o teatro a existência racista, se firmando, assim, como um dos principais dramaturgos do nosso tempo.
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Um menino negro, nascido e criado em Guaianases, zona leste de São Paulo, vai à padaria a pedido da mãe, no primeiro dia do ano, e leva um “enquadro” de um policial. A partir daí, começa uma saga pela sobrevivência, e o protagonista sai numa maratona pelo mundo, passando por países da América Latina e da África. Pelo caminho, ele encontra vários personagens – arquétipos sociais – que costuram os acontecimentos da história. Ao longo do percurso, o menino é atingido por 111 tiros de arma de fogo do policial que o persegue. Buraquinhos que se abrem sem pudor e o vento que espanta o picumã. Neste livro, narrado em primeira pessoa, Jhonny Salaberg faz uma denúncia ao genocídio da população negra com fortes tintas de realismo fantástico.
"Mato Cheio" é inspirado nas histórias dos escravizados que fugiam pelas linhas férreas em direção ao mar, cruzando a Casa do Sítio da Ressaca - quilombo de passagem do começo do século XIX - até chegar aos quilombos da cidade de Santos, no litoral sul de São Paulo. Gasta-Botas, Salgada e Ninguém de Oliveira Neta dividem o mesmo corpo-imagético. Uma personagem, vista de três perspectivas diferentes, que caminha em busca de si e do lugar que ocupa. Elxs anseiam chegar no mar, numa tentativa de reformar o passado, tragar o presente e construir outra possibilidade de futuro, mobilizados pela personagem Fogo, traduzido por Picita: mulher negra, não-ficccional, fato que a história pretende apagar. A dramaturgia propõe um olhar para o corpo negro em deslocamento pela cidade e para o genocídio e o etnocentrismo construído e propagado da época da escravatura até os dias de hoje. Ficção, mito e depoimentos pessoais compõem o tecido poético-performático-narrativo da obra.